quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Life happens?

Nunca esquecerei as risadas, as lágrimas e todo o resto. Foi maravilhoso conhecer você, incrível mesmo. E me mudou, pelo que parece, pra sempre.

Teve dias que eu estava no chão e falar contigo foi a única coisa que podia ajudar: você entendia, você realmente escutava.

É possível que você nunca leia isso. Eu torço pra que leia, porque mesmo que nunca mais possamos ser amigos, queria que soubesse o quão importante tudo foi pra mim.

Não faz sentido deixar de admitir só porque me faz parecer um adolescente dramático, ou porque é socialmente inadequado. Vocês (aqui no plural) me inspiraram, involuntariamente, a não me importar com isso e cultivar uma vida autêntica. 
Por isso digo: eu te amei, simples assim. 

Me identificava horrores contigo..

Enfim, essas precisam ser minhas últimas palavras sobre esse assunto, porque doi demais. Eu sei que errei, embora discorde que este é o melhor desfecho pra essa situação (é a pior possível, não faz sentido pra mim), mas não há mais o que tentar, esse é meu ultimo movimento, porque já foram anos. Anos! E eu ainda não superei...

Nunca vou esquecer.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Oi, pessoal (2)

Boa madrugada, galera.

Escrevo para expressar certos pensamentos que me ocorrem neste momento. Ainda que não consiga especificar bem o caminho que esse devaneio me conduzirá, eu guardo muita vontade de compartilhá-lo.

Seguindo a temática dos nossos últimos posts, estou refletindo sobre o fato de mudarmos, de nos conformarmos aos contextos de cada novo dia, mês, ano... Isso me ocorreu porque há algumas horas um intenso sentimento de solidão me arrebatou, após uma aula de ética na qual o professor discursava sobre a instabilidade das coisas e, em especial, da própria personalidade.

É que, ultimamente, ando me supreendendo - num sentido negativo - com minha crescente intolerância em relação às pessoas que me cercam. Mais agressividade e impaciência marcam meus posicionamentos acerca das relações pessoais e, assim, percebo que me distancio mais e mais do Felipe que vocês conheceram. A partir disso, sinto medo do futuro, como se minha identidade não possuísse uma resistência suficiente ao passar do tempo. Tal inconstância não comprometeria vínculos pessoais duradouros?

Por outro lado, uma colocação do mesmo professor de ética me propôs uma visão coerente e bonita sobre esse tema: "não somos meramente o presente, somos nossa história". Ou seja, mudar não é negar o passado - ideia esta que parece ter-me escapado até agora -, mas sim afirmar o passado enquanto condição do presente. Por exemplo, os vínculos pessoais estabelecidos no passado sempre repercutirão no presente, uma vez que caso não tivéssemos passado precisamente pelas vivências que passamos, não seríamos quem hoje somos. Portanto, nunca mudamos para algo completamente estranho a nós mesmos, e mesmo por isso somos capazes de relembrar nossos antigos "eu" e nos identificarmos com eles. Isso recupera a confiança em amores, amizades, práticas profissionais, etc.

Espero que, apesar de tudo isso ser muito abstrato, este texto tenha comunicado alguma coisa boa.
Agora é melhor eu dormir, rsrs.

domingo, 30 de novembro de 2014

Oi, pessoal

Fico muito feliz por me comunicar com vocês, pessoal. e por ter a oportunidade de re-conhecê-los em seus textos. Saber de vocês quanto às inquietações desse palco da vida adulta, no qual entramos e frequentemente não sabemos nossa fala, é importante porque os considero amigos marcantes e desejo de coração prosseguir reconhecendo-os com o passar do tempo.

As coisas ditas nos textos de vocês me são muito caras e, assim que li cada um, soube que precisava deixar um feedback. Tenho tanto a dizer, que nem sei por onde começar. ^^

Bom, acho que seria bom começar com aquilo que se faz mais perceptível em mim, creio eu: no que era alegre e positivo, hoje me sinto pesado e "azedo" (emprestando a expressão da amiga). Quando li no post do Maxa - "provavelmente eu sempre fui um dos mais pessimistas dessa turma, e agora vejo que o pessoal chegou no meu nível" - me identifiquei por completo. Atualmente, pessimista é mesmo uma característica que me cai bem em diversas oportunidades. E, aliás, partilho contigo, Maxa, as crises madrugais sobre vida profissional. (aliás, torço por você entrar na Wizard!)

Acredito que minha alegria sempre foi, digamos assim, condicionada a uma certa inocência, o que há um tempo atrás me colocou num dilema de âmbito universitário. O círculo social do qual participo hoje em base diária, a Unesp daqui, nem tanto pela massa revolucionária, mas antes e muito mais pela atmosfera intelectualista, me proporcionou sérios obstáculos para me integrar, o que se pode dizer que consegui só recentemente. Justamente no que diz respeito a esses temas mais bobos que gostamos - cinema comercial (em oposição ao cult), música comercial, games, e mesmo um humor leve, etc. - são muito restritas as possibilidade de papo. Sendo assim, eu passei a me incomodar bastante com aquele ambiente, pois não me via nele e tampouco via a menor graça em fingir que entendia sobre Dostoiévski ou Kafka.

"O que estamos fazendo com as nossas vidas? Onde estão aqueles adolescentes sonhadores e despreocupados que outrora existiram? Alguma parte deles ainda deve estar viva dentro de nós. Tenho saudade do meu eu de cinco anos atrás, tão inocente. Tenho saudade dos intervalos das aulas, com todos reunidos em volta daquele marcante pilar no pátio, sempre com brincadeira e risos e a alegria de viver que tanto me faz falta."

 Vejam, eu não tenho o que mudar nesse trecho. Até onde eu sei, inclusive, esse texto da Naira poderia muito bem ter sido furtado da minha mente, porque eu não poderia concordar mais com ele. haha


Enfim, sinto também essa inquietação sobre nossa alegria e saudade do meu eu de alguns anos atrás. Sinto uma forte impressão de que me comunicar com vocês, amigos, faz bem para minha alma. Sinto que talvez nossa preocupação coincidente mostre que não nos tornamos tão "chatos e sem-graça" quanto primeiramente nos ocorreu. Escrevo com um ar sonhador, que visa atingir vocês de algum modo, do melhor modo possível, a inspirá-los, assim como vocês me inspiraram.

Obrigado, pessoal.

sábado, 29 de novembro de 2014

Inspirado pela amiga Naira....

Deus, quanto tudo mudou neste tempo, desde a ultima postagem...

O que dizer, afinal?

No final de 2011, quando terminamos nosso 3° colegial, todos tinhamos ideias, sonhos e até medos de como iria ser nosso futuro. Onde estaríamos, o que a vida nos traria... Era um momento decisivo nas nossas vidas. O peso do vestibular...

Então percebemos que na verdade o peso viria e não iria mais. Cada vez mais preocupações da vida nos remoendo e sufocando. Provavelmente eu sempre fui um dos mais pessimistas dessa turma, e agora vejo que o pessoal chegou no meu nível.

Algumas coisas que eu não esperava eram algumas das amizades que teria, meu namoro, minha faculdade em geral. Não esperava que fosse presenciar discussões políticas acirradas, nem que ficasse ANOS sem ver algumas pessoas...

No entanto, aqui estou. Lutando para achar emprego numa economia decadente, já numa área que é pouquíssimo valorizada, tendo ataques de pânico de madrugada pro não ser ninguém na vida... Meu lado espiritual infelizmente abandonado... Continuo pouco ligando para política, esqueci como se faz contas de divisão. Estou me tornando uma pessoa insensível em relação a muitas coisas, o que, em parte, é algo de que me orgulho...

O que aconteceu com aquele adolescente sonhador, no entanto?

Ele ainda está aqui. Eu fico feliz de poder me dar o luxo de ficar super animado com um filme novo, querer muito jogar aqueeele game que vai sair. E nem vou tocar na minha emoção infantil em relação à robôs...

Há horas em que precisamos desligar a vida... e estar apenas nós e nossa consciencia...

quarta-feira, 5 de março de 2014

Ressaca de pobre é poesia

"a felicidade do pobre parece / a grande ilusão do Carnaval / a gente trabalha o ano inteiro / por um momento de sonho  pra fazer a fantasia / de rei ou de pirata ou jardineira / pra tudo se acabar na quarta-feira"
pois é, joão gilberto, e a minha felicidade de pobre deu samba!
e, como dizia vinicius, "pra fazer um samba com beleza / É preciso um bocado de tristeza", 
e pois é, foram os piores dias de... 2014? haha, piadinha, piadinha, nada como o humor! 
foram os piores da minha vida!

e, vejam só, a poética realmente gosta é de tristeza, de fossa, de cheiro de lama: hoje, quarta-feira de cinzas!, pff, quanta poeticidade, quanta brasilidade!

porque depois da sequência mais infeliz de acontecimentos: 
  • depois de ver meus pais errarem como eu jamais pensei que os veria;
  • depois de quase (QUASE!) fazer a maior cagada da minha vida;
  • depois de rever o Chalaça (não, não o da piada portuguesa, mas o parceiro de bebedeira) ...
viram pra mim na quarta-feira de cinzas, meus progenitores: me dão um motivo puro e cristalino para retomar toda o estresse, tontura e enchaqueca do Carnaval, mas principalmente toda o nervoso.
Eles sabem que erraram (sim sim sim, todo mundo erra, é que eles nunca tinham admitido), porque me ouviram qui-e-tos; e ouviram, e ouviram, e ouviram... e nada disso adianta, berrar de nada adianta, nunca adiantou, e eu nunca fui daqueles que pensa diferente disso. Mas, chega uma hora, que simplesmente a situação é merda demais... pra você segurar o verbo.

Essa, meus caríssimos, foi minha ressaca de Carnaval.

domingo, 2 de março de 2014

Já é Março; Acabou meu 2013 acadêmico; Ressucitando isso aqui



Eu sei que é clichê falar sobre o passar do tempo. Ou melhor, é falta de assunto. Mas aqui no blog todos estamos um pouco assim, hehe ^^
O que eu queria apontar é bem simples e bobo mesmo: gente do céu, 2014, mês 3? Falta 9? ave maria... parece até que os pais e tios tavam certos sobre a gente ficar velho e o tempo passar feito um flash, feito uma gota, feito um nada! Eu fico surpreso com essas coisas, gente.

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Se, por um lado, é março, por outro lado:
"FELIZ 2014 !!!" (by UNESP)
Pessoal, meu 2º semestre acabou! Eu estou num 3º semestre, e isso é simplesmente um alívio, finalmente parei num curso. Foi muita confusão, mas consegui, nunca soube tão bem onde estou e/ou o que estou fazendo.

Chegando em 2013, um ano que, pra mim, começou com o mesmo clima blergh e desestruturado do seu antecessor, mas também um ano no qual se inaugurou certa estabilidade - me refiro mesmo ao curso de Filosofia, no qual adentrei e não quis sair. No entanto, foi conturbado: a maior greve desde alguns anos, três meses de greve. Três meses. TRÊÊÊS!!! Hahaha, foi bastante preocupante. Eu votei a favor, claro, a favor da melhoria da educação pública. Pff... descobri que Movimento Estudantil não é essa maravilha que eu pensava. Quem conviveu comigo na época de greve e ocupação do prédio da Direção da Unesp sabe o quão obssessivo fiquei com o assunto, hehehe, eu não entendia nada: assembleias de 70 pessoas, medidas radicais, contramedidas igualmente radicais e autoritárias da Reitoria.
A greve acabou; conseguimos uma reposição minimamente razoável; os estudantes conquistaram seus bolsas de permanência estudantil... happy end!

Haha, happy end, até parece que isso existe, ainda mais nesses contextos. Não, não, mas acabou a greve e, hoje, mais do que isso, acabou a reposição de aulas.

Vitória, gente... vitória!

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Existe um outro blog que inspirou a criação desse. O "Volta pro Mar Tartaruga". Às vezes, alguém brota lá e posta algo. Às vezes alguém até comenta!
É bonito.
Eu sinto como se a pessoa que postou/comentou quisesse rever seu lado mais bobo e leve.

"Senti vontade de escrever sobre o que eu vejo e consequentemente sobre os meus olhos; senti vontade de falar do mundo e de mim"

É o que essas pessoas pensam às vezes. Quando esquecem um pouco do quão adultas e responsáveis são (ou deviam).
Foi o que me ocorreu hoje, na cachola: postar assim demanda uma pureza tão irresponsável e tranquila. Eu me sinto assim, mesmo porque é Carnaval.

Essas foram as ideias que me motivaram passar por aqui e dizer "oi".






sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Robôs Gigantes - Parte 2

Sentado no colchão. Naquela época, dormiamos na sala. Estava brincando com meus LEGOs enquanto o pessoal assistia HBO. Nem estava dando atenção a TV. Era em torno de 8 da noite. Então acaba um filme, série, whatever que estava passando e começa uma música... Diferente?

Ela me chamou atenção à tela quase que imediatamente.


(nostalgia matando aqui)

Imaginem eu. 5 aninhos... Menos talvez? Adorava animais, queria ser veterinário mais do que tudo. Montava zóológicos no quintal com miniaturas. E nem preciso falar sobre Robôs... Essa fascinação maldita que surgiu do nada na minha vida... Ai eu vejo... As duas coisas... Que eu mais adorava... JUNTAS?

Me tornei fã dessa série imediatamente. Nem sabia o que significava fã ou série nessa época. Enquanto a galera da minha idade via Barney, o dinossauro roxo ensinando o valor de amar, dividir e coisas assim... Eu assistia Megatron, o dinossauro roxo, virando um robô assassino e lutando com um exército composto de uma abelha, um pterodactil, uma aranha e um escorpião, contra um rinoceronte, um rato, uma chita e um velocirraptor liderados por um gorila... (frase que não se lê todo dia)

Um belo dia de tarde, minha mãe foi comigo até o centro, a famosa São Luis, para ver umas coisas. Eu, claro, fiz a cara de dó e pedi (A.K.A: Implorei) para irmos à Casa dos Descontos, o lugar dos brinquedos 'caros', o outro era o camelódromo.

Ela concordou e, chegando lá, ja estava o pequeno eu, procurando pro novidades, lançamentos, qualquer coisa... De preferência relacionada a robôs ou animais... As prateleiras repletas de coisas. Power Rangers, Hot Wheels... Bla bla bla...
Então, no segundo corredor da esquerda para a direita, logo na ponta... eu vejo isso:





O desenho me veio a mente na hora. Olhei para mamãe com aquela cara de novo. Não demoramos a pegar 3... Uma aguia, um siri e um besouro, dos quais ainda tenho a aguia e o besouro até hoje.
Fiquei maravilhado... Não acreditava no que eu tinah nas mãos... Eles... Do desenho... Aqui... Em casa... Assim começou o segundo capítulo da minha vida de robôs gigantes...