Fico muito feliz por me comunicar com vocês, pessoal. e por ter a oportunidade de re-conhecê-los em seus textos. Saber de vocês quanto às inquietações desse palco da vida adulta, no qual entramos e frequentemente não sabemos nossa fala, é importante porque os considero amigos marcantes e desejo de coração prosseguir reconhecendo-os com o passar do tempo.
As coisas ditas nos textos de vocês me são muito caras e, assim que li cada um, soube que precisava deixar um feedback. Tenho tanto a dizer, que nem sei por onde começar. ^^
Bom, acho que seria bom começar com aquilo que se faz mais perceptível em mim, creio eu: no que era alegre e positivo, hoje me sinto pesado e "azedo" (emprestando a expressão da amiga). Quando li no post do Maxa - "provavelmente eu sempre fui um dos mais pessimistas dessa turma, e agora vejo que o pessoal chegou no meu nível" - me identifiquei por completo. Atualmente, pessimista é mesmo uma característica que me cai bem em diversas oportunidades. E, aliás, partilho contigo, Maxa, as crises madrugais sobre vida profissional. (aliás, torço por você entrar na Wizard!)
Acredito que minha alegria sempre foi, digamos assim, condicionada a uma certa inocência, o que há um tempo atrás me colocou num dilema de âmbito universitário. O círculo social do qual participo hoje em base diária, a Unesp daqui, nem tanto pela massa revolucionária, mas antes e muito mais pela atmosfera intelectualista, me proporcionou sérios obstáculos para me integrar, o que se pode dizer que consegui só recentemente. Justamente no que diz respeito a esses temas mais bobos que gostamos - cinema comercial (em oposição ao cult), música comercial, games, e mesmo um humor leve, etc. - são muito restritas as possibilidade de papo. Sendo assim, eu passei a me incomodar bastante com aquele ambiente, pois não me via nele e tampouco via a menor graça em fingir que entendia sobre Dostoiévski ou Kafka.
"O que estamos fazendo com as nossas vidas? Onde estão aqueles adolescentes sonhadores e despreocupados que outrora existiram? Alguma parte deles ainda deve estar viva dentro de nós. Tenho saudade do meu eu de cinco anos atrás, tão inocente. Tenho saudade dos intervalos das aulas, com todos reunidos em volta daquele marcante pilar no pátio, sempre com brincadeira e risos e a alegria de viver que tanto me faz falta."
Vejam, eu não tenho o que mudar nesse trecho. Até onde eu sei, inclusive, esse texto da Naira poderia muito bem ter sido furtado da minha mente, porque eu não poderia concordar mais com ele. haha
Enfim, sinto também essa inquietação sobre nossa alegria e saudade do meu eu de alguns anos atrás. Sinto uma forte impressão de que me comunicar com vocês, amigos, faz bem para minha alma. Sinto que talvez nossa preocupação coincidente mostre que não nos tornamos tão "chatos e sem-graça" quanto primeiramente nos ocorreu. Escrevo com um ar sonhador, que visa atingir vocês de algum modo, do melhor modo possível, a inspirá-los, assim como vocês me inspiraram.
Obrigado, pessoal.
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