terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Oi, pessoal (2)

Boa madrugada, galera.

Escrevo para expressar certos pensamentos que me ocorrem neste momento. Ainda que não consiga especificar bem o caminho que esse devaneio me conduzirá, eu guardo muita vontade de compartilhá-lo.

Seguindo a temática dos nossos últimos posts, estou refletindo sobre o fato de mudarmos, de nos conformarmos aos contextos de cada novo dia, mês, ano... Isso me ocorreu porque há algumas horas um intenso sentimento de solidão me arrebatou, após uma aula de ética na qual o professor discursava sobre a instabilidade das coisas e, em especial, da própria personalidade.

É que, ultimamente, ando me supreendendo - num sentido negativo - com minha crescente intolerância em relação às pessoas que me cercam. Mais agressividade e impaciência marcam meus posicionamentos acerca das relações pessoais e, assim, percebo que me distancio mais e mais do Felipe que vocês conheceram. A partir disso, sinto medo do futuro, como se minha identidade não possuísse uma resistência suficiente ao passar do tempo. Tal inconstância não comprometeria vínculos pessoais duradouros?

Por outro lado, uma colocação do mesmo professor de ética me propôs uma visão coerente e bonita sobre esse tema: "não somos meramente o presente, somos nossa história". Ou seja, mudar não é negar o passado - ideia esta que parece ter-me escapado até agora -, mas sim afirmar o passado enquanto condição do presente. Por exemplo, os vínculos pessoais estabelecidos no passado sempre repercutirão no presente, uma vez que caso não tivéssemos passado precisamente pelas vivências que passamos, não seríamos quem hoje somos. Portanto, nunca mudamos para algo completamente estranho a nós mesmos, e mesmo por isso somos capazes de relembrar nossos antigos "eu" e nos identificarmos com eles. Isso recupera a confiança em amores, amizades, práticas profissionais, etc.

Espero que, apesar de tudo isso ser muito abstrato, este texto tenha comunicado alguma coisa boa.
Agora é melhor eu dormir, rsrs.