quarta-feira, 5 de março de 2014

Ressaca de pobre é poesia

"a felicidade do pobre parece / a grande ilusão do Carnaval / a gente trabalha o ano inteiro / por um momento de sonho  pra fazer a fantasia / de rei ou de pirata ou jardineira / pra tudo se acabar na quarta-feira"
pois é, joão gilberto, e a minha felicidade de pobre deu samba!
e, como dizia vinicius, "pra fazer um samba com beleza / É preciso um bocado de tristeza", 
e pois é, foram os piores dias de... 2014? haha, piadinha, piadinha, nada como o humor! 
foram os piores da minha vida!

e, vejam só, a poética realmente gosta é de tristeza, de fossa, de cheiro de lama: hoje, quarta-feira de cinzas!, pff, quanta poeticidade, quanta brasilidade!

porque depois da sequência mais infeliz de acontecimentos: 
  • depois de ver meus pais errarem como eu jamais pensei que os veria;
  • depois de quase (QUASE!) fazer a maior cagada da minha vida;
  • depois de rever o Chalaça (não, não o da piada portuguesa, mas o parceiro de bebedeira) ...
viram pra mim na quarta-feira de cinzas, meus progenitores: me dão um motivo puro e cristalino para retomar toda o estresse, tontura e enchaqueca do Carnaval, mas principalmente toda o nervoso.
Eles sabem que erraram (sim sim sim, todo mundo erra, é que eles nunca tinham admitido), porque me ouviram qui-e-tos; e ouviram, e ouviram, e ouviram... e nada disso adianta, berrar de nada adianta, nunca adiantou, e eu nunca fui daqueles que pensa diferente disso. Mas, chega uma hora, que simplesmente a situação é merda demais... pra você segurar o verbo.

Essa, meus caríssimos, foi minha ressaca de Carnaval.

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